Introdução alimentar, qual a idade certa para iniciar? 25/12/2017 Pitibebê

Papais, vocês estão pensando na introdução alimentar de seus bebês? Alguns pontos são considerados fundamentais para essa decisão, observando a própria criança.

Para iniciar a introdução alimentar, é muito importante ficar atento a alguns pontos apresentados pela criança:

  • Ela já completou seis meses?
  • Senta sem apoio e tem o controle da cabeça e pescoço?
  • Perdeu consideravelmente o reflexo de protrusão – que faz com que o bebê jogue para fora tudo que é colocado em sua boca?

A Organização Mundial da Saúde, desde 2001, recomenda que o bebê receba apenas leite materno ou fórmula infantil até o sexto mês de vida, sem início da introdução alimentar, e isto se deve a muitos fatores. O bebê a partir desta idade tem um grau de tolerância gastrointestinal e capacidade de absorção de nutrientes em um nível satisfatório, como também um rim mais capacitado para filtrar e excretar o necessário, evitando uma sobrecarga renal.

Além disso, as necessidades nutricionais até os seis meses, são alcançadas apenas com o leite materno ou fórmula infantil, não necessitando de complementação.

O fato de o bebê conseguir sentar sem apoio e obter o controle neuromuscular da cabeça e pescoço possibilita mostrar desinteresse ou saciedade, afastando a cabeça ou jogando-a para trás, e isso é essencial para avaliar o início da introdução alimentar. Este controle é capaz, da mesma forma, de diminuir as chances de engasgo. Quanto ao reflexo de protusão, é apenas mais uma prova que o seu bebê ainda não quer e não está preparado para alimentos sólidos. O que você oferecer a probabilidade dele colocar para fora é grande, então não insista antes do tempo!

Não são encontradas vantagens em iniciar a alimentação complementar antes dos seis meses, podendo trazer prejuízos à saúde da criança. A introdução precoce de outros alimentos está associada ao maior número de episódios de diarreia, maior número de hospitalizações por doenças respiratórias, risco de desnutrição se os alimentos introduzidos forem nutricionalmente inferiores ao leite materno, como, por exemplo, quando os alimentos são diluídos. Menor absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco, menor eficácia da lactação como método anticoncepcional e menor duração do aleitamento materno.

Converse com o profissional de saúde que está fazendo o acompanhamento da criança. Peça-o para ensiná-los a ordenhar e armazenar leite materno se você mãe voltará a trabalhar e não poderá manter o ritmo da amamentação no peito. Caso não tenha leite suficiente para ordenha, pergunte a opinião do seu pediatra ou nutricionista sobre uma possível complementação com fórmula infantil até os seis meses de vida, mas evitem introduzir alimentos com antecedência.

 

Texto escrito por:

Andrea Costi Lins

Acadêmica do último ano de Nutrição (UFSC), apaixonada por Nutrição Materno-Infantil e com experiências profissionais nesta área. Idealizadora do Blooma-Nutrição Materno-Infantil, onde posta tudo o que estuda e vivencia sobre o assunto.

Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Cadernos de Atenção Básica, n. 23, 186 p. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.

Categoria: Saúde do Bebê
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