Gravidez: a mamãe pode ingerir adoçantes sem culpa? 02/02/2018 Pitibebê

Basta anunciar a gravidez que mãe, sogra, tias, irmãs e primas começam a palpitar no modo como a grávida se comporta, da comida aos exercícios.

As dúvidas começam a surgir e muitas vezes a mulher passa a questionar se os hábitos que mantinha antes de descobrir a gestação podem continuar, como acontece com a ingestão de adoçantes.

A verdade é que o produto já gera muita polêmica entre os médicos e especialistas já na alimentação adulta e pode causar ainda mais receio quando o assunto é a dieta durante a gravidez. Por isso, para te ajudar a entender se o uso dos adoçantes faz mal, vamos responder a uma série de questionamentos. Confira!

Adoçante na gravidez faz mal?

Muitos estudos científicos são realizados no mundo para responder a esse questionamento, mas a verdade é que nem todos os profissionais têm a mesma opinião a respeito desse consumo.

Primeiro, é preciso entender que os adoçantes podem ser naturais ou artificiais e servem para substituir o uso do açúcar. Com o estilo de vida cada dia mais “saudável” as mulheres já começam a fazer o uso de adoçantes antes mesmo da gravidez. O objetivo é que os edulcorantes — as substâncias que mantém os alimentos doces — consigam fazer com que o sabor adocicado seja alcançado já nas pequenas porções.

Esses edulcorantes são os mais conhecidos (como o ciclamato e a sacarina) e têm potencial cancerígeno, o que faz com que eles não sejam indicados durante a gravidez. No entanto, muitos profissionais dizem que para que eles façam mal à gestante, é preciso que ela ingira quantidades muito altas dessas substâncias. Já outros afirmam que o consumo deve ser evitado.

Os aspartames fazem mal?

Outro adoçante muito conhecido é o aspartame, presentes em produtos específicos para os diabéticos, os diets. Apesar de ser nocivo como a sacarina e o ciclamato, a Autoridade Europeia para Segurança dos Alimentos afirma que ele é sim seguro durante a gestação. Isso porque nenhuma pessoa consegue ingerir quantidades tão altas que se tornem nocivas para o feto e para a mãe.

As únicas mulheres que não devem consumir aspartame durante a gravidez são as portadoras de fenilcetonuria. Esta é uma síndrome rara na qual o organismo não processa a fenilalanina, substância presentes nesses adoçantes.

Já a Associação Americana Dietética afirma que apesar dos estudos não mostrarem alterações no feto ou na mãe, o aspartame deve ser evitado durante a gravidez, escolhendo por uma substância “liberada” para consumo.

Acesulfme-k e Sacarina também não são aconselhados durante a gestação, especialmente porque o bebê tem chances menores de excretar essas substâncias.

Sucralose e Stevia

Outros adoçantes (agora naturais) que também podem ser consumidos é a stevia e a sucralose. Elas são famosas no mundo fitness e os estudos que usam as substâncias não mostram nenhum efeito nocivo para os bebês ou mulheres, independentemente, da quantidade ingerida.

O melhor é que esses dois adoçantes têm gosto suave e são bem aceitos por quem precisa diminuir o consumo do açúcar durante a gravidez, mas não possuem o costume de consumir os adoçantes.

A frutose também é um adoçante liberado para as mamães e tem um sabor agradável para o paladar das futuras mamães.

Não é melhor diminuir o açúcar?

Os profissionais da saúde afirmam que para ter uma gravidez saudável é preciso que as mamães sigam uma dieta balanceada e se mantenham ativas durante os noves meses. Por esse motivo, diminuir o consumo de açúcar é aconselhável, desde que você não o substitua completamente pelo adoçante. Por exemplo, se você usa duas colheres de açúcar no café, não poderá usar duas de adoçantes. Algumas gotas já bastam.

Por isso, a resposta é sim, diminuir o consumo de açúcar é necessário. Basta pensar que sempre que consumimos uma alta quantidade de açúcar, nosso corpo responde com um pico de insulina. Durante a gravidez, esse pico acontece também no bebê. Episódios constantes de aumento de insulina fazem o depósito de gordura da criança aumentar e ocasionar em hipoglicemia quando a amamentação iniciar.

No entanto, se você cortar totalmente o consumo, pode ter os picos de hipoglicemia e afetar diretamente o bebê. O ideal é que as mamães não cortem nada completamente quando o assunto é alimentação, mas sim que tenham uma dieta mais regrada e que comam a cada três horas (no máximo).

Por isso, se você é uma mamãe já acostumada a consumir os adoçantes, saiba que não precisa cortá-los de sua dieta (com exceção dos já pontuados no texto). E se não consegue consumir as substâncias, saiba que o açúcar só será prejudicial à você e seu bebê se ingerido em altas quantidades.

Por isso, procure uma nutricionista e fale com o seu médico de confiança antes de realizar qualquer mudança no seu cardápio. Eles irão te indicar a melhor maneira de fazer as mudanças sem que o seu bebê seja afetado negativamente.

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Categoria: Gravidez
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